Maranhão recebe primeira Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Sistema Prisional

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21/07/2025

Entre os dias 14 e 18 de julho, o Maranhão sediou a primeira edição da Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Sistema Prisional, uma iniciativa que integra a 14ª edição nacional da Mostra promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A ação foi realizada simultaneamente em unidades prisionais de todo o país, com o objetivo de promover cultura, educação e reflexão crítica nos ambientes de privação de liberdade.

No estado, a Mostra foi conduzida pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), que levou sessões de cinema à população carcerária da UPFEM e UPSL1, com a exibição de 13 curtas-metragens que abordam pautas sociais urgentes, como os direitos das mulheres, igualdade racial, povos indígenas, comunidade LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, entre outras temáticas.

Utilizando o cinema como ferramenta pedagógica e de transformação social, a ação buscou fomentar a empatia, o senso crítico e a valorização da dignidade humana entre os internos. A Mostra também está alinhada à Resolução CNJ nº 391/2021, que permite a remição de pena por meio da participação em atividades educacionais não formais.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, Murilo Andrade, destacou o papel da cultura como instrumento de ressocialização.

“Iniciativas como essa reforçam o nosso compromisso com a humanização do sistema prisional. O cinema desperta emoções, promove debates e amplia horizontes, elementos fundamentais para quem está em processo de reconstrução de vida e reintegração à sociedade”, afirmou o secretário da Seap, Murilo Andrade.

A realização do evento é fruto de uma cooperação internacional entre o MDHC e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SENAPPEN), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ministério das Mulheres e Universidade Federal Fluminense (UFF).

A iniciativa reforça o compromisso da SEAP com a construção de uma política penal mais humanizada, que reconhece o potencial transformador da cultura e da educação no processo de ressocialização.