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Cultivo de hortaliças no sistema penitenciário do Maranhão beneficia pessoas presas e entidades carentes

Horta da UPR de Caxias

O cultivo de hortaliças no Sistema Penitenciário do Maranhão tem garantido benefício não somente a 98 internos que trabalham, diariamente, nas 21 hortas instaladas em mais da metade dos estabelecimentos prisionais do estado. A iniciativa também abastece entidades carentes que recebem, regularmente, doações desses alimentos produzidos nesses espaços.

“A prática relacionada ao cultivo de hortaliças tem se tornado mais que uma ocupação aos internos. Tem servido como benefício à sociedade e, devido às parcerias que estamos tendo, as pessoas presas podem se profissionalizar na área, garantindo um ofício rentável”, explica o secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Murilo Andrade de Oliveira.

Uma das parcerias concretas que a Seap tem para capacitar os internos na área de horticultura é com o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA). Em parceria com a Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Caxias, essa iniciativa qualificou e certificou, recentemente, 50 internos do estabelecimento penal com o Curso de Agricultura Orgânica.

Horta cultivada por internos da UPR de Caxuas

“A horta da UPR de Caxias já existe há dois anos. Porém, nos últimos dois meses, ela foi remodelada e melhorada após o curso, que ampliou muito a visão dos nossos internos. Atualmente, trabalhamos com 36 canteiros extremamente férteis, devido à aplicação das técnicas de cultivo”, contou o diretor da UPR de Caxias, Mauricio Monteiro Junior.

Na horta da UPR de Caxias são cultivadas hortaliças como: cebolinha, coentro, couve, alface, quiabo, pimenta malagueta, pimentão, pimenta de cheiro, tomate cereja, feijão, abóbora, rúcula e vinagreira. “Toda a produção é doada às instituições beneficentes locais, o que nos deixa muito satisfeitos, enquanto servidores públicos”, reafirma o diretor da UPR.

Dentre as instituições beneficiadas com a produção da UPR de Caxias estão o ‘Lar da Divina Providência’ (asilo), Colégio Militar Tiradentes IV e a Casa de Apoio aos Pacientes em Tratamento de Hemodiálise. Além das hortas instaladas no interior do estado, os canteiros em funcionamento nas Unidades Prisionais da capital realizam doações permanentes.

Dos 14 estabelecimentos penais situados na Região Metropolitana de São Luís, cinco possuem hortas em pleno funcionamento. Toda a produção destas unidades abastecem entidades como o Asilo de Mendicidade de São Luís, localizado no bairro São Francisco; Associação de Comando de Operações Especiais (ACOE), no bairro Outeiro da Cruz, dentre outras.

“O governador Flávio Dino entende que a reintegração social ocorre por meio de dois importantes pilares: educação e profissionalização. Por isso, concede todo apoio para que sejam feitas as ações com foco na profissionalização dos apenados e, melhor ainda, torna útil à sociedade o trabalho diário de cada pessoa presa”, frisou o secretário da Seap, Murilo Andrade de Oliveira.

TEXTO – Alan Jorge

FOTOS – Divulgação

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