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São Luís pode ser a primeira capital brasileira a concluir coleta de material genético de presos por crimes hediondos

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São Luís pode ser a primeira capital brasileira a concluir a coleta de material genético de presos sentenciados por crimes hediondos. A informação foi confirmada quarta-feira (19), pela diretora do Instituto de Genética Forense (IGF), Christhiane Cutrim. Dados do próprio Instituto mostram que já são mais de 1.040 presos cadastrados no Banco de Perfis Genéticos do estado.

“O Maranhão assumiu uma postura de vanguarda no cenário nacional. Temos uma estimativa de concluir a Grande Ilha’ em janeiro, e estamos trabalhando dentro dessa perspectiva. Mas, obviamente que precisamos fazer uma previsão desse trabalho junto a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP)”, disse Christhiane Cutrim.

Ainda segundo o diretora do IGF, a celeridade dos trabalhos nas unidades prisionais da capital maranhense é resultado da atuação da SEAP que, por meio dos seus procedimentos padrões de gestão prisional, facilita a retirada dos presos sem transtornos e oferecendo toda a segurança interna necessária parta o procedimento.

As coletas de DNA já foram realizadas nas Unidades Prisionais de Ressocialização de São Luís 2, 3 e 4 e nas unidades prisionais de Codó e Timon. O procedimento também ocorreu na APAC de Timon, na Penitenciária Regional de São Luís e UPRs do Monte Castelo e Olho d’Água. A mais recente coleta de DNA de presos sentenciados foi realizada na UPSL 1.

“Na UPSL 1, no Complexo Penitenciário São Luís, em Pedrinhas, foram 217 internos que fizeram o procedimento de coleta. Todos foram conduzidos pela escolta e passaram pelo procedimento padrão de segurança e organização que aplicamos no sistema prisional”, pontuou a diretora Administrativa e de Atendimento da UPSL1, Karla da Silva de Souza.

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Treinamento

Peritos do IGF, órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), realizam o treinamento dos servidores das unidades prisionais ligados à Supervisão de Saúde, setor da Secretaria Adjunta de Atendimento e Humanização Penitenciária (SAAHP). A ideia é capacitá-los para que a coleta do material biológico se mantenha rotineiramente.

“Nosso objetivo é fazer com que as ações sejam planejadas em conjunto, unindo os esforços do Instituto de Genética Forense, com os da Secretaria Adjunta de Atendimento e Humanização Penitenciária, por meio de sua Supervisão de Saúde, da Assistência Jurídica e, também, da Secretaria Adjunta de Segurança Penitenciária da SEAP”, explica o secretário de Estado.

Para serem submetidos ao procedimento de identificação criminal, os internos têm os dados pessoais e processuais previamente coletados. Todo o material genético coletado é encaminhado ao IGF, onde é feita a triagem, catalogação, análise e cadastro no CODIS (Combined Index System), uma base de dados de DNA fundada pelo FBI.

Internamente, a SEAP está finalizando um módulo para inserção dos dados do material genético coletado de cada pessoa presa no próprio Sistema de Inteligência, Informação e Segurança Prisional (SIISP) da pasta. A ideia é que a coleta aconteça de forma instantânea, tão logo a pessoa presa com o perfil selecionado seja admitido no sistema prisional.

Texto: Alan Jorge | Saulo Maclean
Fotos: Clayton Monteles

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